Segredos da Anitha
Dezembro 23, 2009
A Cidade
Olhando você de perto
Sinto-me tão grande
Em sua pequeneza
Você me sufoca, estrangula
Com todos os seus olhares
Suas opiniões insanas
Quero me libertar
Quero ser ninguém
A liberdade do anonimato
O passar sem ser notada
Ser apenas eu
Poder viver na real
O que finjo viver por aqui
Um dia aceito o seu convite:
Vamos pra Finlândia!
Sinto-me tão grande
Em sua pequeneza
Você me sufoca, estrangula
Com todos os seus olhares
Suas opiniões insanas
Quero me libertar
Quero ser ninguém
A liberdade do anonimato
O passar sem ser notada
Ser apenas eu
Poder viver na real
O que finjo viver por aqui
Um dia aceito o seu convite:
Vamos pra Finlândia!
Dezembro 21, 2009
Descoberta
Não se procura o que já tem
Não há com o que se teimar
Não há nuvens no céu da boca
Há mares no meu olhar
Choro a tua ausência
Grito o teu silêncio
Posso sentir o teu cheiro
Finjo que você está.
Não há com o que se teimar
Não há nuvens no céu da boca
Há mares no meu olhar
Choro a tua ausência
Grito o teu silêncio
Posso sentir o teu cheiro
Finjo que você está.
Novembro 25, 2009
Abraço
Quero te abraçar
E te tirar o ar
Tirar você do chão
Mas forças me faltam
Sentir teu calor apenas
E o bater do teu coração
Me aconchegar
E os olhos fechar
Respirar
E o teu cheiro guardar
Pra mim
E te tirar o ar
Tirar você do chão
Mas forças me faltam
Sentir teu calor apenas
E o bater do teu coração
Me aconchegar
E os olhos fechar
Respirar
E o teu cheiro guardar
Pra mim
Novembro 17, 2009
Ansiedade
Ansiedade nauseante
Por que não paro de tremer?
Mal consigo respirar
Direito
Isso sempre volta
Por mais que se cresça
Insegurança não é coisa de criança
Apenas
Nos acompanha a vida inteira
E nos faz reféns
Auto controle, concentração
Então
Nem sempre é possível obtê-los
Ficando apenas na pretensão
Surtei!
Por que não paro de tremer?
Mal consigo respirar
Direito
Isso sempre volta
Por mais que se cresça
Insegurança não é coisa de criança
Apenas
Nos acompanha a vida inteira
E nos faz reféns
Auto controle, concentração
Então
Nem sempre é possível obtê-los
Ficando apenas na pretensão
Surtei!
Novembro 11, 2009
Do ócio o querer que cresce
Em sua solidão que consola
Volúpia sob controle
Numa cadeira branca
Estimula os sonhos
E vive o que não é
Ela brinca de se saciar
Dentro do seu egoísmo
Que é tão cínico
E é tão sexy
E tão só
Em sua solidão que consola
Volúpia sob controle
Numa cadeira branca
Estimula os sonhos
E vive o que não é
Ela brinca de se saciar
Dentro do seu egoísmo
Que é tão cínico
E é tão sexy
E tão só
Novembro 04, 2009
Tranca
Ela está há horas trancada no banheiro. Adora se trancar, mesmo não tendo mais ninguém em casa; sente um contentamento exagerado com esse ato. Seu corpo curvilíneo estirado no chão frio é atingido em cheio por alguns raios de sol que atravessam a vidraça da pequena janela. A camisola púrpura repleta de pequeninas caveiras denuncia sua adolescência rebelde e com ela os milhares de conflitos que parecem estrangulá-la. Deitada no chão viaja por lugares distantes na companhia de pessoas da qual ela mal tem coragem de encarar quanto mais trocar meia dúzia de palavras. Já delineou suas sobrancelhas, tirou as cutículas, pintou todas as suas unhas de Vermelho Desejo. Estava no auge do seu tédio quando resolveu abrir o armário onde ficava o kit de primeiros socorros e os remédios da casa. Começou a brincar com as drágeas coloridas, fez um arco íris com elas e as engoliu, as sete cores, uma a uma, por puro capricho. Já não havia mais sol e o chão era fogo em brasa. Ela adorava se trancar, ela adorava dificultar. Agora ficará trancada para sempre dentro do seu caixão de mogno.
Outubro 26, 2009
Só
Ouço os ecos do silêncio
Nuvens negras vem passear
Assusto com minha sombra
Rio do meu assustar
A solidão me abraça forte
Há tanto em que pensar
Falta água pros gatos
Chove há dias sem parar
Não é não ter o que fazer
É simplesmente me deixar levar
Sem você por aqui
Tenho que me acostumar
Às vezes essa calmaria me sufoca
Fico a me perguntar
Se eu não estivesse aqui
Estaria bem em outro lugar?
Nuvens negras vem passear
Assusto com minha sombra
Rio do meu assustar
A solidão me abraça forte
Há tanto em que pensar
Falta água pros gatos
Chove há dias sem parar
Não é não ter o que fazer
É simplesmente me deixar levar
Sem você por aqui
Tenho que me acostumar
Às vezes essa calmaria me sufoca
Fico a me perguntar
Se eu não estivesse aqui
Estaria bem em outro lugar?

