Segredos da Anitha
novembro 25, 2009
Abraço
Quero te abraçar
E te tirar o ar
Tirar você do chão
Mas forças me faltam
Sentir teu calor apenas
E o bater do teu coração
Me aconchegar
E os olhos fechar
Respirar
E o teu cheiro guardar
Pra mim
E te tirar o ar
Tirar você do chão
Mas forças me faltam
Sentir teu calor apenas
E o bater do teu coração
Me aconchegar
E os olhos fechar
Respirar
E o teu cheiro guardar
Pra mim
novembro 17, 2009
Ansiedade
Ansiedade nauseante
Por que não paro de tremer?
Mal consigo respirar
Direito
Isso sempre volta
Por mais que se cresça
Insegurança não é coisa de criança
Apenas
Nos acompanha a vida inteira
E nos faz reféns
Auto controle, concentração
Então
Nem sempre é possível obtê-los
Ficando apenas na pretensão
Surtei!
Por que não paro de tremer?
Mal consigo respirar
Direito
Isso sempre volta
Por mais que se cresça
Insegurança não é coisa de criança
Apenas
Nos acompanha a vida inteira
E nos faz reféns
Auto controle, concentração
Então
Nem sempre é possível obtê-los
Ficando apenas na pretensão
Surtei!
novembro 11, 2009
Do ócio o querer que cresce
Em sua solidão que consola
Volúpia sob controle
Numa cadeira branca
Estimula os sonhos
E vive o que não é
Ela brinca de se saciar
Dentro do seu egoísmo
Que é tão cínico
E é tão sexy
E tão só
Em sua solidão que consola
Volúpia sob controle
Numa cadeira branca
Estimula os sonhos
E vive o que não é
Ela brinca de se saciar
Dentro do seu egoísmo
Que é tão cínico
E é tão sexy
E tão só
novembro 04, 2009
Tranca
Ela está há horas trancada no banheiro. Adora se trancar, mesmo não tendo mais ninguém em casa; sente um contentamento exagerado com esse ato. Seu corpo curvilíneo estirado no chão frio é atingido em cheio por alguns raios de sol que atravessam a vidraça da pequena janela. A camisola púrpura repleta de pequeninas caveiras denuncia sua adolescência rebelde e com ela os milhares de conflitos que parecem estrangulá-la. Deitada no chão viaja por lugares distantes na companhia de pessoas da qual ela mal tem coragem de encarar quanto mais trocar meia dúzia de palavras. Já delineou suas sobrancelhas, tirou as cutículas, pintou todas as suas unhas de Vermelho Desejo. Estava no auge do seu tédio quando resolveu abrir o armário onde ficava o kit de primeiros socorros e os remédios da casa. Começou a brincar com as drágeas coloridas, fez um arco íris com elas e as engoliu, as sete cores, uma a uma, por puro capricho. Já não havia mais sol e o chão era fogo em brasa. Ela adorava se trancar, ela adorava dificultar. Agora ficará trancada para sempre dentro do seu caixão de mogno.
