Segredos da Anitha
março 30, 2009
Só por Hoje
que não aconteça,
não hoje!
tão cansada...
tão cansada da batalha estou
tão deprimida pra bancar sua heroína
tire-me do jogo
ponha-me no banco de reservas
porque mais cedo ou mais tarde vai acontecer
sempre acontece,
mas que não seja hoje,
não hoje!
porque não serei forte o suficiênte
hoje quero poder chorar sem me envergonhar
quero poder sofrer por mim,
só por mim dessa vez,
mas se acaso acontecer
eu estarei lá com minha poção mágica
e um mantra a recitar
não posso impedir que aconteça
não posso me dar ao luxo de ignorar
porque não se ajuda (ama) pela metade,
não se cansa de ajudar (amar)!
não hoje!
tão cansada...
tão cansada da batalha estou
tão deprimida pra bancar sua heroína
tire-me do jogo
ponha-me no banco de reservas
porque mais cedo ou mais tarde vai acontecer
sempre acontece,
mas que não seja hoje,
não hoje!
porque não serei forte o suficiênte
hoje quero poder chorar sem me envergonhar
quero poder sofrer por mim,
só por mim dessa vez,
mas se acaso acontecer
eu estarei lá com minha poção mágica
e um mantra a recitar
não posso impedir que aconteça
não posso me dar ao luxo de ignorar
porque não se ajuda (ama) pela metade,
não se cansa de ajudar (amar)!
março 29, 2009
Timbre
te ouvir é tão bom
me traz uma paz...
mesmo sem entender-te
me faz sorrir
posso ir aos céus
e voltar!
ao som de uma única palavra tua
fecho meus olhos
sinto invadir-me
entrar pelos meus ouvidos
tocar meu coração,
minha alma,
libertar meus pensamentos
me faz flutuar
querer-te cada vez mais
cante pra mim
me chame pra dançar
chame pelo meu nome
ou do que você desejar
só não me deixe aqui
com esse silêncio.
me traz uma paz...
mesmo sem entender-te
me faz sorrir
posso ir aos céus
e voltar!
ao som de uma única palavra tua
fecho meus olhos
sinto invadir-me
entrar pelos meus ouvidos
tocar meu coração,
minha alma,
libertar meus pensamentos
me faz flutuar
querer-te cada vez mais
cante pra mim
me chame pra dançar
chame pelo meu nome
ou do que você desejar
só não me deixe aqui
com esse silêncio.
março 26, 2009
A Guerra do Sexo
Luta de corpos
Egoísmo latente
Suor, lágrimas
Fluídos corporais
Encontro de odores
Nada se ouve
O corpo lateja
Movimentos calmos
Movimentos bruscos
Parada repentina
Perda dos freios
Perda da calma
Fome de gozo
Ressaca de abstinência
Egoísmo latente
Suor, lágrimas
Fluídos corporais
Encontro de odores
Nada se ouve
O corpo lateja
Movimentos calmos
Movimentos bruscos
Parada repentina
Perda dos freios
Perda da calma
Fome de gozo
Ressaca de abstinência
março 22, 2009
Sexta - feira
Hoje acordei com vontade de me embriagar,
tomar um porre daqueles!
Me entorpecer, sair de mim, flertar com a morte.
Dançar ao som de músicas que não consigo
compreender.
Beijar todos os que forem aprovados
no meu conceito de beleza (eca, como acho
o beijo nojento!).
Sair por aí com o carro e pisar no acelerador
só pra ver até onde o ponteiro alcança, sentir
a adrenalina da velocidade, andar no meio fio,
trafegar na contra-mão.
Quero não me preocupar com ninguém, nem
com quem se preocupa comigo.
Ser egoísta, egocêntrica.
Quero encontrar amigos que sempre tem algo
nos bolsos que deixa a noite mais plena.
Bancar a Alice no País das Maravilhas.
E parir o sol.
Ah! Que esses desejos cessem logo, que esse dia acabe
também, porque sempre me arrependo quando os realizo.
Maldito peso na consciência, maldito falso moralismo.
Odeio o lugar que habito!
tomar um porre daqueles!
Me entorpecer, sair de mim, flertar com a morte.
Dançar ao som de músicas que não consigo
compreender.
Beijar todos os que forem aprovados
no meu conceito de beleza (eca, como acho
o beijo nojento!).
Sair por aí com o carro e pisar no acelerador
só pra ver até onde o ponteiro alcança, sentir
a adrenalina da velocidade, andar no meio fio,
trafegar na contra-mão.
Quero não me preocupar com ninguém, nem
com quem se preocupa comigo.
Ser egoísta, egocêntrica.
Quero encontrar amigos que sempre tem algo
nos bolsos que deixa a noite mais plena.
Bancar a Alice no País das Maravilhas.
E parir o sol.
Ah! Que esses desejos cessem logo, que esse dia acabe
também, porque sempre me arrependo quando os realizo.
Maldito peso na consciência, maldito falso moralismo.
Odeio o lugar que habito!
março 18, 2009
O Doce Amargo do Ácido
O preto das vestes contrasta com a pele
Substâncias que entorpece
Que no rosto coloca um sorriso de plástico
E nos dá identidade falsa
Fabricando heróis de si mesmos
Embalados pela batida rápida de cordas elétricas
Mascarados entre sombras
Paixões inconsequentes de uma noite só
Como é perturbador controlar os próprios impulsos
Numa noite que tem asas e voa
Toques em corpos anestesiados
Que fazem das dores do prazer, seus orgasmos
Voluptuosidade sem limites
Querendo perpetuar essa felicidade quimicamente alterada
Mas logo a confortável escuridão em luz é transformada
Cessam os efeitos, é o dia seguinte:
- Bem vindos à realidade da vida real!
Substâncias que entorpece
Que no rosto coloca um sorriso de plástico
E nos dá identidade falsa
Fabricando heróis de si mesmos
Embalados pela batida rápida de cordas elétricas
Mascarados entre sombras
Paixões inconsequentes de uma noite só
Como é perturbador controlar os próprios impulsos
Numa noite que tem asas e voa
Toques em corpos anestesiados
Que fazem das dores do prazer, seus orgasmos
Voluptuosidade sem limites
Querendo perpetuar essa felicidade quimicamente alterada
Mas logo a confortável escuridão em luz é transformada
Cessam os efeitos, é o dia seguinte:
- Bem vindos à realidade da vida real!
março 17, 2009
Ao Despertar
entre um gole e outro de absinto
tento escrever o que sinto
sofrimentos que ninguém vê
feridas camufladas
pro monstro não perceber
minha tamanha fragilidade
que às vezes teima em aparecer
garganta flamejante
pelo álcool o torpor do corpo
lágrimas escondidas
num pedido mudo de socorro
que ninguém vê, que não é flagrante
não vejo graça em ser deus
em pleno despertar dos sonhos meus
último gole, no copo nada sobrou
e a dormência meus músculos relaxou
enfim estou aqui
podendo nada fazer
brincando de estar tudo bem
apenas esperando a próxima batalha
que com certeza já está marcada
tento escrever o que sinto
sofrimentos que ninguém vê
feridas camufladas
pro monstro não perceber
minha tamanha fragilidade
que às vezes teima em aparecer
garganta flamejante
pelo álcool o torpor do corpo
lágrimas escondidas
num pedido mudo de socorro
que ninguém vê, que não é flagrante
não vejo graça em ser deus
em pleno despertar dos sonhos meus
último gole, no copo nada sobrou
e a dormência meus músculos relaxou
enfim estou aqui
podendo nada fazer
brincando de estar tudo bem
apenas esperando a próxima batalha
que com certeza já está marcada
março 12, 2009
A Cor do Dia
Nunca gostei de dias assim: cinza!
Iluminado
________porém sem sol
Fresco
________porém sem vento
Calmo
________porém nunca parado
Algo nele me fez
______________sorrir
Algo nele me
______________inspirou
Algo nele me encheu de
Esperança, esperança, esperança
Por dias
________ensolarados
________com ventos a sacudir madeixas
________em agito pra matar o tédio
Mas não se escolhe a cor dos dias...
Iluminado
________porém sem sol
Fresco
________porém sem vento
Calmo
________porém nunca parado
Algo nele me fez
______________sorrir
Algo nele me
______________inspirou
Algo nele me encheu de
Esperança, esperança, esperança
Por dias
________ensolarados
________com ventos a sacudir madeixas
________em agito pra matar o tédio
Mas não se escolhe a cor dos dias...
março 10, 2009
Ansiedade
Espera... a espera
Contando os segundos
Que asas não tem
Dias que se arrastam
Com bolas de ferro presas aos pés
Espera... a espera
Coração em descompasso
Bomba-relógio a explodir
Inquietudes da alma
Na ânsia do porvir
Espera... a espera
Como a sede que surge a primeira gota
E seu aumento com o trasnbordar do copo
Assoprar os ponteiros do relógio
Acelerar o destino
Espera... a espera
Por momentos que não durarão
Num piscar de olhos, entre o breu e o clarão
Enquanto isso, mil fantasias
A espera do grande dia!
Contando os segundos
Que asas não tem
Dias que se arrastam
Com bolas de ferro presas aos pés
Espera... a espera
Coração em descompasso
Bomba-relógio a explodir
Inquietudes da alma
Na ânsia do porvir
Espera... a espera
Como a sede que surge a primeira gota
E seu aumento com o trasnbordar do copo
Assoprar os ponteiros do relógio
Acelerar o destino
Espera... a espera
Por momentos que não durarão
Num piscar de olhos, entre o breu e o clarão
Enquanto isso, mil fantasias
A espera do grande dia!
março 04, 2009
Pressa
Procedimentos pra te ressuscitar;
em agradecimentos, beijos me dá.
Promessas cumpridas
se você voltar à vida:
beijos mornos,
beijos quentes,
beijos em brasa,
que sobem e tomam conta de nossos corpos despidos.
Não quero sugar tua energia,
quero agir por você,
mas não me permite,
não ainda.
E assim me conduz às sensações de prazer,
aquelas que só você consegue me oferecer.
Invertemos,
ainda não consigo comandar,
quer me satisfazer, me enlouquecer...
e consegue!
Por um momento penso te controlar,
mas é apenas uma doce e passageira ilusão.
Você sempre me arrebata,
e eu a te ressuscitar pra me matar de prazer.
em agradecimentos, beijos me dá.
Promessas cumpridas
se você voltar à vida:
beijos mornos,
beijos quentes,
beijos em brasa,
que sobem e tomam conta de nossos corpos despidos.
Não quero sugar tua energia,
quero agir por você,
mas não me permite,
não ainda.
E assim me conduz às sensações de prazer,
aquelas que só você consegue me oferecer.
Invertemos,
ainda não consigo comandar,
quer me satisfazer, me enlouquecer...
e consegue!
Por um momento penso te controlar,
mas é apenas uma doce e passageira ilusão.
Você sempre me arrebata,
e eu a te ressuscitar pra me matar de prazer.
