Segredos da Anitha
fevereiro 28, 2009
Latente
com a ponta dos dedos
tira dos meus olhos, os cabelos
me envolve num tímido abraço
um beijo eu nego, olhar cabisbaixo
seu indicador meu queixo levanta
seu olhar quer o meu encontrar
uma confirmação pra consumar
num lugar seguro pra me amar
percorre meu corpo bem devagar
nossos sabores a misturar
e nossos cheiros pairam no ar
um prazer sem se culpar
e o tempo a se esgotar
tentamos perpetuar
a volúpia de estar
no paraíso
tira dos meus olhos, os cabelos
me envolve num tímido abraço
um beijo eu nego, olhar cabisbaixo
seu indicador meu queixo levanta
seu olhar quer o meu encontrar
uma confirmação pra consumar
num lugar seguro pra me amar
percorre meu corpo bem devagar
nossos sabores a misturar
e nossos cheiros pairam no ar
um prazer sem se culpar
e o tempo a se esgotar
tentamos perpetuar
a volúpia de estar
no paraíso
fevereiro 25, 2009
Medo
alguns segundos
e tudo para!
será a fase negra
a voltar?
sentimentos, o medo:
difícil de controlar!
respiro, conto
cada respirar
a fase negra
não posso deixar
a minha vida novamente
pesadelo transformar!
de repente
me falta o ar;
os olhos:
branco a enxergar
ar... ar...
preciso de ar,
preciso me controlar,
preciso me conformar
com a morte.
e tudo para!
será a fase negra
a voltar?
sentimentos, o medo:
difícil de controlar!
respiro, conto
cada respirar
a fase negra
não posso deixar
a minha vida novamente
pesadelo transformar!
de repente
me falta o ar;
os olhos:
branco a enxergar
ar... ar...
preciso de ar,
preciso me controlar,
preciso me conformar
com a morte.
fevereiro 19, 2009
À 22° Letra
Rasteja... rasteja...
Fabrica seu veneno
Arma suas armadilhas
Faz o que lhe convêm
Seu corpo, um oco
Sangue gelado nas veias
Não conhece sentimentos
Nunca faz caridades
Maldades que te fortalece
Num mundo onde os bons morrem antes
Você prevalece, cresce
E sempre permanece
Fabrica seu veneno
Arma suas armadilhas
Faz o que lhe convêm
Seu corpo, um oco
Sangue gelado nas veias
Não conhece sentimentos
Nunca faz caridades
Maldades que te fortalece
Num mundo onde os bons morrem antes
Você prevalece, cresce
E sempre permanece
Ciclo
Passa minuto, passa segundo
sem atrasar
Vive os dias, dorme as noites
sem pensar
Procura por sonhos, perde-se em realidade
sem questionar
Em busca da cura, só há doença
sem alcançar
Inspira, expira
sem parar
Pra cima, pra baixo
sem cessar
Pulsam os órgãos, piscam-se os olhos
sem hesitar
Nasce pra vida, encontra-se a morte
sem contestar
sem atrasar
Vive os dias, dorme as noites
sem pensar
Procura por sonhos, perde-se em realidade
sem questionar
Em busca da cura, só há doença
sem alcançar
Inspira, expira
sem parar
Pra cima, pra baixo
sem cessar
Pulsam os órgãos, piscam-se os olhos
sem hesitar
Nasce pra vida, encontra-se a morte
sem contestar
fevereiro 13, 2009
Às vezes de um dos Bes
Às vezes dá, às vezes pede
Às vezes chora, às vezes ri
E nunca sempre!
Nunca sempre porque sempre é igual
E da igualdade se fez diferente
Numa busca incessante por si
Às vezes brutal, às vezes fragilidade
Às vezes tão importante, às vezes sem importância nenhuma
E nunca sempre!
Nunca sempre porque sempre é igual
E da rotina se fez novidade
Numa busca incessante por identidade
Às vezes fino, às vezes vulgaridade
Às vezes loucura, às vezes seriedade
E nunca sempre!
Nunca sempre porque sempre é igual
E da calma se fez ansiedade
Numa busca incessante de paz.
Às vezes chora, às vezes ri
E nunca sempre!
Nunca sempre porque sempre é igual
E da igualdade se fez diferente
Numa busca incessante por si
Às vezes brutal, às vezes fragilidade
Às vezes tão importante, às vezes sem importância nenhuma
E nunca sempre!
Nunca sempre porque sempre é igual
E da rotina se fez novidade
Numa busca incessante por identidade
Às vezes fino, às vezes vulgaridade
Às vezes loucura, às vezes seriedade
E nunca sempre!
Nunca sempre porque sempre é igual
E da calma se fez ansiedade
Numa busca incessante de paz.
fevereiro 11, 2009
Coisas de [Certa] Mulher
Muita coisa pra cuidar:
Pele, cabelos, boca;
Corpo pra modelar.
É chapinha, bronzeamento, depilação
Tudo pra atrair, agradar,
Mas a ela mesma não agrada
Mil vezes chinelos, roupas largas.
Tem dias que surta, se arruma
Pronta pra atacar!
Até a moda tenta acompanhar,
Mas de saco cheio logo fica.
Com seu exterior não se importa
Quer mesmo ser admirada
Pela sua racionalidade.
Pele, cabelos, boca;
Corpo pra modelar.
É chapinha, bronzeamento, depilação
Tudo pra atrair, agradar,
Mas a ela mesma não agrada
Mil vezes chinelos, roupas largas.
Tem dias que surta, se arruma
Pronta pra atacar!
Até a moda tenta acompanhar,
Mas de saco cheio logo fica.
Com seu exterior não se importa
Quer mesmo ser admirada
Pela sua racionalidade.
fevereiro 10, 2009
Fantasiando Sabores
Tentar olhar nos olhos e não conseguir
Um desconhecido me sorri
Implora pelo prazer
Jura me satisfazer
Sem olhar eu concedi
Por suas mãos me despi
Aos seus beijos me entreguei
E seus êxtases testemunhei
Não tão mais estranho ficou
Meu corpo seu cheiro impregnou
Em minhas fantasias se fez presente
Quero-te novamente!
Um desconhecido me sorri
Implora pelo prazer
Jura me satisfazer
Sem olhar eu concedi
Por suas mãos me despi
Aos seus beijos me entreguei
E seus êxtases testemunhei
Não tão mais estranho ficou
Meu corpo seu cheiro impregnou
Em minhas fantasias se fez presente
Quero-te novamente!
fevereiro 04, 2009
Meu Rei
Mal consigo te olhar,
Mas sinto entrar-te pelos meus poros
Me deixo ficar sob ti
Em preguiça
Queimas a minha pele,
Me envelhece,
Mas me aquece
E dia sem ti quão triste é
Astro circular,
Numa conferência encandescente
Poder sem igual
Amado e odiado,
Porém sempre comentado:
- Será que hoje vai fazer sol?
Filho Único
Não se tem amigos íntimos,
Convive-se
Confia desconfiando
Seres imperfeitos
Passíveis de erros,
Tolera-se
Reparte por obrigação,
Cumpre-se
Egoísta por natureza
Não há que ser diferente
Infinitos tropeções,
Levanta-se
Máscara em seu semblante,
Esconde-se
Tenta viver pra si
Tenta incomodar ninguém
Vive-se assim
Finge-se enfim.
Convive-se
Confia desconfiando
Seres imperfeitos
Passíveis de erros,
Tolera-se
Reparte por obrigação,
Cumpre-se
Egoísta por natureza
Não há que ser diferente
Infinitos tropeções,
Levanta-se
Máscara em seu semblante,
Esconde-se
Tenta viver pra si
Tenta incomodar ninguém
Vive-se assim
Finge-se enfim.
