Segredos da Anitha
janeiro 29, 2009
De Repente Anjo
sempre quis ser anjo da guarda
em outra vida (claro!)
agora, sou nessa mesma,
nesse instante
cresceram asas
às vezes é tão difícil, tão pesado
ainda sou humano,
um anjo incompleto
meu amor me sustenta
que forças não me falte
e que o fraquejar seja breve e passageiro
missões a cumprir
estar sempre onde você precisar
ser sua mente, seus membros
te fazer ressuscitar
um anjo apaixonado
misturando amor e trabalho
nessa árdua tarefa de ajudar
perdoa meus defeitos (que são muitos!)
nunca vou te abandonar
janeiro 28, 2009
Decisão Indecisa
risco, rabisco
folhas desperdiçadas
excesso de informação
bloqueio sentimental
penso, repenso
estruturas erradas
em busca de solução
questionamento trivial
forço, reforço
persistindo tentativas
idéias em rotação
abandono intelectual
existo, desisto
intenções suicidas
poeta sob pressão
estado terminal
janeiro 16, 2009
Tempo...
tempo, tempo
não perdoa
pele, osso,
mente, coração
tempo, tempo
não pára
bodas, casamento,
aniversário, comemoração
tempo, tempo
não se apega
púberes, nascido,
vaidosas, crianção
tempo, tempo
não perdura
rugas, olvido,
rachaduras, infiltração
tempo, tempo
não descansa
horas, segundo,
calendários, medição
conta-se o tempo
perde-se a vida;
vive-se a vida
e o tempo nos liquida.
janeiro 14, 2009
Lembranças
brinca de se esconder;
corre, corre,
quase cai;
às vezes cai,
mas sempre levanta;
em volta da casa,
no piso de cacos
escorrega no sabão;
balão de ar no céu;
riso, sorriso;
brinca com o tempo
que teima em seguir,
destruir
a doçura de uma brincadeira de infância.
corre, corre,
quase cai;
às vezes cai,
mas sempre levanta;
em volta da casa,
no piso de cacos
escorrega no sabão;
balão de ar no céu;
riso, sorriso;
brinca com o tempo
que teima em seguir,
destruir
a doçura de uma brincadeira de infância.
janeiro 08, 2009
Nu azul
no cubo azul
os olhos se encontram,
se cruzam;
deleitam-se de se verem
no cubo azul
os lábios se encontram,
se tocam;
bebem-se de seus líquidos
no cubo azul
as mãos se encontram,
se tocam;
percorrem caminhos
no cubo azul
os corpos se encontram,
se tocam;
se tornam únicos
no cubo azul
os ápices se encontram,
se tocam;
e se acabam.
os olhos se encontram,
se cruzam;
deleitam-se de se verem
no cubo azul
os lábios se encontram,
se tocam;
bebem-se de seus líquidos
no cubo azul
as mãos se encontram,
se tocam;
percorrem caminhos
no cubo azul
os corpos se encontram,
se tocam;
se tornam únicos
no cubo azul
os ápices se encontram,
se tocam;
e se acabam.
janeiro 06, 2009
Chat
não sou apaixonável;
brinquedo para não brincar
um ser que não existe,
fruto do seu pensar.
criação, invenção;
alguém pra te alucinar
perfil programado,
pros seus sonhos habitar.
feitiço lançado na rede;
sedução pra te enganar
não sou o que parece,
nunca irei amar.
duvides sempre de mim;
não brinque de me elogiar
não vou retribuir,
sozinho vou te deixar.
num ser que não existe,
sentimentos também nao há!
brinquedo para não brincar
um ser que não existe,
fruto do seu pensar.
criação, invenção;
alguém pra te alucinar
perfil programado,
pros seus sonhos habitar.
feitiço lançado na rede;
sedução pra te enganar
não sou o que parece,
nunca irei amar.
duvides sempre de mim;
não brinque de me elogiar
não vou retribuir,
sozinho vou te deixar.
num ser que não existe,
sentimentos também nao há!
janeiro 03, 2009
Eu de mim Mesmo
você aponta meus defeitos como ninguém,
se satisfaz com minha derrota,
bebe meu sangue, suga minh´alma;
alimenta-se do meu desespero.
sempre a torcer pelos meus erros,
ri dos meus fracassos, debochas;
reduz-me a nada,
e um nada que nem falta faz.
sufoco com tua repressão,
me deixas sem ar;
corrói meus nervos, dispara meu coração.
o medo nos meus olhos a excita;
percorre meu corpo com a ponta da faca,
risca-o, rasga-o.
correntes me prendem a você,
prisão perpétua;
caso sem solução,
você sou eu: minha insegurança.
se satisfaz com minha derrota,
bebe meu sangue, suga minh´alma;
alimenta-se do meu desespero.
sempre a torcer pelos meus erros,
ri dos meus fracassos, debochas;
reduz-me a nada,
e um nada que nem falta faz.
sufoco com tua repressão,
me deixas sem ar;
corrói meus nervos, dispara meu coração.
o medo nos meus olhos a excita;
percorre meu corpo com a ponta da faca,
risca-o, rasga-o.
correntes me prendem a você,
prisão perpétua;
caso sem solução,
você sou eu: minha insegurança.
