Segredos da Anitha
dezembro 30, 2008
Al Zukkar
ela veio sem avisar
medo constante;
enterrou de vez o sonho do amante,
dilacerou os músculos do atleta,
corroeu a mente do pensador.
seu remédio, é seu veneno
que cura e destrói.
medo constante;
caos da rotina inconstante,
gangorra do bem e do mal.
ela impôs sua dependência
amedrontou o íntimo do descrente,
transformou o adulto na criança,
fragilizou a vida do lutador.
uma dose pra salvar,
uma outra pra matar.
sempre latente, sempre presente!
dezembro 28, 2008
Ignomínia
Ah essa vergonha que corrói minh´alma
me faz querer morrer,
me enterrar, me esconder.
Sentimento contundente
arrependimento sem sentido
porque o tempo, esse não volta mais.
Vive-se com ela, ameniza-se,
vira estória, folclore;
ri depois dela, mas ela sempre estará ali.
me faz querer morrer,
me enterrar, me esconder.
Sentimento contundente
arrependimento sem sentido
porque o tempo, esse não volta mais.
Vive-se com ela, ameniza-se,
vira estória, folclore;
ri depois dela, mas ela sempre estará ali.
dezembro 27, 2008
Suicídio
portas, janelas e escadas:
o térreo é o meu fim!
e aquele que passar pela minha última morada
gélida e silenciosa;
possa ler em minha lápide
que nunca fui nada,
nunca fui ninguém,
mas conheci o amor.
dezembro 26, 2008
Discreto Disfarce
quem pousa seus olhos sobre ela
não faz conta do que realmente é
seus segredos e desejos;
o que esconde atrás dos seus olhos negros
uma vida pacata, uma rotina chata
uma chama que teima em arder nalgum lugar do seu ser
boca de poucas palavras, semblante fechado;
esconde pensamentos que nunca ficam parados, sempre a correr
numa vida paralela encontrou;
nela, desejos realizou
no anonimato se satisfez
escondida, quase ninguém percebe
o quão diferente é
do que realmente parece
não faz conta do que realmente é
seus segredos e desejos;
o que esconde atrás dos seus olhos negros
uma vida pacata, uma rotina chata
uma chama que teima em arder nalgum lugar do seu ser
boca de poucas palavras, semblante fechado;
esconde pensamentos que nunca ficam parados, sempre a correr
numa vida paralela encontrou;
nela, desejos realizou
no anonimato se satisfez
escondida, quase ninguém percebe
o quão diferente é
do que realmente parece
Tudo no lugar
e a vida continua como está
vai-se vivendo, vai-se morrendo
todo dia, o dia todo
um pedacinho aqui, outro acolá
- tem cola aí pra me juntar?
você me quebra e eu tento consertar
um pedaço seu você me empresta
não vou devolver
está aqui dentro de mim
uma briga e tudo está fora do lugar
a bagunça eu prometo arrumar
você não acredita
promessas feitas e não cumpridas
lágrimas e carinhos pra te convencer
você pensa, você pesa;
reconsidera
e tudo volta ao seu lugar
e a vida continua como está...
vai-se vivendo, vai-se morrendo
todo dia, o dia todo
um pedacinho aqui, outro acolá
- tem cola aí pra me juntar?
você me quebra e eu tento consertar
um pedaço seu você me empresta
não vou devolver
está aqui dentro de mim
uma briga e tudo está fora do lugar
a bagunça eu prometo arrumar
você não acredita
promessas feitas e não cumpridas
lágrimas e carinhos pra te convencer
você pensa, você pesa;
reconsidera
e tudo volta ao seu lugar
e a vida continua como está...
